Colágeno depois dos 40: o que muda na pele com o tempo
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Curadoria: Dra. Juliana Risso, ginecologista (CRM 5269631-5 RJ, RQE 15793), chefe do Ambulatório de Climatério e Menopausa da UERJ. Revisão: setembro de 2026.
A pele parece mais fina. Uma marca de travesseiro demora mais para sumir, e o contorno do rosto já não é o mesmo de alguns anos atrás. Nas prateleiras e nas redes sociais, a palavra colágeno aparece como resposta para tudo. Antes de qualquer escolha, vale entender o que é essa proteína, por que ela diminui e o que a ciência já sabe sobre o assunto.
O que é o colágeno
O colágeno é a proteína mais abundante do corpo. Na pele, ele forma uma espécie de rede de sustentação que dá firmeza e resistência. Ao lado da elastina, responsável pela elasticidade, e do ácido hialurônico, que retém água, ele compõe a estrutura que mantém a pele firme e hidratada.

Por que ele diminui
A produção de colágeno começa a cair de forma gradual a partir da vida adulta. Na transição menopausal, esse processo acelera, porque o estrogênio estimula as células que fabricam colágeno. Estudos clássicos observaram que a pele perde uma parte importante do seu colágeno nos primeiros anos após a menopausa, com redução da espessura e da firmeza.
Outros fatores aceleram essa perda:
- exposição ao sol sem proteção;
- tabagismo;
- consumo excessivo de açúcar;
- sono insuficiente e estresse crônico.
O que a ciência estuda sobre o colágeno oral
O colágeno usado em suplementos costuma ser hidrolisado, ou seja, quebrado em peptídeos menores, mais fáceis de absorver. Ensaios clínicos randomizados, como um estudo publicado em 2014 com mulheres entre 35 e 55 anos, observaram melhora da elasticidade da pele depois de algumas semanas de uso contínuo de peptídeos de colágeno.
Uma dúvida comum é se o colágeno ingerido "vai direto para a pele". O corpo digere a proteína e usa seus componentes onde precisar. A hipótese estudada é que alguns peptídeos específicos sinalizem às células da pele para produzirem mais colágeno. A área segue em pesquisa, e os resultados variam conforme o produto, a dose e o tempo de uso.
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Fazer a anamneseO que ajuda a proteger o colágeno
- Protetor solar todos os dias: é a medida com maior impacto na preservação do colágeno.
- Não fumar: o tabagismo acelera a degradação das fibras da pele.
- Proteína suficiente: o corpo precisa de aminoácidos para fabricar colágeno.
- Vitamina C: participa da formação normal do colágeno, e está presente em frutas como acerola, laranja e kiwi.
- Menos açúcar: o excesso favorece processos que enrijecem as fibras da pele.
- Sono e controle do estresse: a pele também se recupera durante a noite.
- Cuidados com dermatologista: tratamentos tópicos e procedimentos podem estimular o colágeno e devem ser indicados por um especialista.
A suplementação de colágeno pode fazer parte da rotina de cuidado, com orientação profissional e expectativa realista: os estudos avaliam resultados após semanas a meses de uso contínuo.
Quando procurar um médico
- Manchas novas ou que mudam de forma, cor ou tamanho.
- Pele muito fina, com hematomas frequentes.
- Coceira persistente ou lesões que não cicatrizam.
- Antes de iniciar suplementos, se você usa medicamentos contínuos ou tem doença renal.
Perguntas frequentes
Colágeno funciona para a pele?
Ensaios clínicos com peptídeos de colágeno observaram melhora de elasticidade e hidratação da pele com uso contínuo. Os resultados variam entre as pessoas e dependem da constância e do conjunto de cuidados.
Em quanto tempo o colágeno faz efeito?
Nos estudos, as avaliações costumam acontecer depois de oito a doze semanas de uso contínuo. Não existe efeito imediato.
Comer gelatina tem o mesmo efeito?
A gelatina é uma forma de colágeno, mas os estudos com a pele costumam usar peptídeos de colágeno hidrolisado em doses definidas, o que torna a comparação difícil.
Colágeno engorda?
O colágeno é uma proteína e tem calorias como qualquer proteína, mas as quantidades usadas em suplementos são pequenas dentro da alimentação do dia.
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Referências
- Proksch E et al. Oral supplementation of specific collagen peptides has beneficial effects on human skin physiology: a double-blind, placebo-controlled study. Skin Pharmacology and Physiology, 2014.
- Brincat M et al. A study of the decrease of skin collagen content, skin thickness, and bone mass in the postmenopausal woman. Obstetrics and Gynecology, 1987.
- Thornton MJ. Estrogens and aging skin. Dermato-Endocrinology, 2013.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação profissional. Cada organismo responde de forma individual.
